Um poema em Telheiras

Um frondoso jardim com oito (!) bancos em que ninguém se senta, talvez por só se ter acesso ao local andando de cócoras, é bem o espelho do desprezo camarário ou da junta de freguesia do Lumiar pelo espaço público num bairro lisboeta da zona de Telheiras. Árvores por podar a impedir a passagem, equipamentos de rega destruídos e abandonados, e ervas altas por todo o lado, a prender o lixo que ninguém recolhe, são exemplos da falta de qualidade de vida numa capital europeia voltada para o turismo e... Leia o resto →

Benfica, FC Porto e Sporting não se podem queixar

Se Deus gostasse de futebol e se metesse nessa alhada teria sido perfeito na repartição dos quatro títulos da época futebolística: Supertaça para o FC Porto, campeonato para o Benfica e taças da Liga e de Portugal para o Sporting. E escrevo perfeito porque houve justiça nas decisões por muito que as paixões doentias tudo ponham em causa ao arrepio da razão. Pior para os que as sustentam, que desse modo se sujeitam a um sofrimento inútil. O Benfica é campeão nacional porque foi mais regular e melhor equipa, porque... Leia o resto →

O “especial” de Cristina Ferreira e o toque de Midas

Ao longo da vida, fartei-me de ver como acabaram aqueles que se julgavam dotados do toque de Midas e que menosprezaram o poder do talento e do trabalho na obtenção de resultados. Lembrei-me desses iluminados a propósito de uma edição “especial” do programa “Cristina”, da SIC, no período anterior aos telejornais. É que a popularidade da apresentadora talvez não bastasse para que as audiências fossem ouro. E a verdade é que liderou na estreia, na segunda-feira, e perdeu – para “O preço certo”, para que outro poderia ser? – pelo... Leia o resto →

Na morte de Manuel de Brito, dois textos magníficos sobre uma vida extraordinária

Na morte recente de Manuel de Brito, grande figura da cultura portuguesa, muito pouco foi escrito sobre o seu percurso de vida. Não porque a dimensão intelectual do desaparecido não o justificasse, muito pelo contrário, mas simplesmente porque muitos dos seus amigos sabiam pouco e para as novas gerações de jornalistas a ignorância é mãe e a memória madrasta. Tive o prazer de trabalhar com o Manel e o privilégio de lhe poder dedicar a minha última crónica das segundas-feiras no diário “Record”, jornal do qual foi dedicadíssimo colaborador (e... Leia o resto →

O adeus ao Manel num sábado terrível

Foi um dia maravilhoso para os benfiquistas: de tarde, ganharam, no Jamor, a Taça de Portugal do futebol feminino, e conquistaram, na Luz, o campeonato, e à noite e de madrugada festejaram os êxitos pelas ruas de Lisboa. Mas foi igualmente um sábado amargo para os lisboetas, pois às movimentações – e aos carros que a euforia encarnada fez entrar na capital – juntaram-se as famílias dos milhares de quase licenciados que vieram para a bênção das fitas. Nem Isaltino de Morais, ao fechar a Marginal para as corridinhas dos... Leia o resto →

Um quinto e honroso lugar

Pronto, acabou. Depois de dois anos em segundo, um quinto lugar, foi o que se arranjou. Até agosto… ou talvez não que já vi que nunca hei-de ganhar isto. Classificação final da primeira metade da tabela: 1.BPrata 187 pontos, 2.RSantos 194, 3.LSantana 200, 4.AVale 206, 5.APais 207, 6.AVeríssimo 210, 7.NEncarnação 222, 8.CBCruz 224 pontos.

Paulo Futre, uma referência

Não dedicarei hoje esta coluna a um programa. Refiro apenas o “Liga d’Ouro”, da CMTV, em que José Manuel Freitas normalmente “enfrenta” – com a reconhecida competência – essa personalidade extraordinária que é Paulo Futre. Génio da bola e “globetrotter” do futebol – jogou em Espanha, França, Itália, Inglaterra e Japão – nem entre nós foi fiel a um emblema, pois vestiu a camisola dos três “grandes” e nos três deixou marca: no Sporting, onde se formou e permaneceu o coração, no FC Porto, que foi com ele bicampeão nacional,... Leia o resto →

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