A propósito de Henrique Garcia: a máquina do tempo é cruel

Vivemos num país que valoriza pouco a experiência e sempre se entusiasma com a novidade e a presunção. Profissionais de cabelos brancos, que o Estado convida a seguir em ação, são postos de lado à primeira oportunidade por quem só depende de números e ignora a memória e a gratidão. Não defendo causa própria, pois reduzi a atividade na altura certa e sinto-me preparado para o inevitável dia em que o leitor estará cá e eu já não. Escrevo isto a propósito de Henrique Garcia, que aos 70 anos foi... Leia o resto →