2017: o ano das cremalheiras rotas

Os dramáticos acontecimentos do verão e a campanha eleitoral trouxeram-nos imagens televisivas de pessoas que não vemos normalmente no ecrã. Muitas pareciam até mais abastadas do que o mortal comum a quem se pergunta se a gasolina está cara, se no verão vai à praia ou se no Natal come bolo-rei. Mas a surpresa dessas caras novas – de bombeiros a autarcas, passando por secretários de Estado e especialistas de clima, mestres em floresta, repórteres e analistas de tudo ou de coisa nenhuma – encontrava-se em algumas bocas que os... Leia o resto →

Manuel Faria, o “herói” da corrida de São Silvestre

Recordei aqui, há poucos meses, Manuel Oliveira, quarto classificado nos 3.000 metros obstáculos dos JO de Tóquio, em 1964, e percursor dos feitos olímpicos que viriam a assinar atletas como Carlos Lopes, Rosa Mota ou Fernanda Ribeiro. Mas dez anos antes de Oliveira nascera Manuel Faria, o fundista que foi o verdadeiro pioneiro da era dourada de Lopes, Mamede e dos manos Castro. Foi ele o primeiro português a triunfar na célebre corrida de São Silvestre, que ocorria na própria noite de 31 de dezembro, em São Paulo, no Brasil,... Leia o resto →

Kirk Douglas, um monstro que resiste

A gloriosa década de 60, foi o meu período de cinéfilo furioso: mais de mil sessões e perto de dois mil filmes. As tardes de cinema eram passadas, no final das aulas e, se fosse caso disso, em seu prejuízo, numa dúzia de salas: Paris, Cinearte, Chiado Terrasse, Europa e Jardim Cinema, quase sempre, Monumental, São Jorge, Império e Condes, algumas vezes, Politeama, Eden, Avis ou Tivoli, mais raramente. Foram os tempos de glória de grandes nomes da Sétima Arte, muitos deles desconhecidos hoje das novas gerações, reféns das séries... Leia o resto →

Acusar um bombeiro de homicídio? Ainda há juízes em Portugal

Em vésperas de Natal, dirijo os meus pensamentos às vítimas dos grandes incêndios do ano e aos seus familiares. Mas sinto-me igualmente solidário com os bombeiros de Portugal, em especial com os injustiçados, os que deram o seu melhor, com risco da própria vida, e são hoje acusados de negligência e responsabilizados pela morte daqueles a quem não puderam acudir. Não faltam, nesta altura, imagens fantásticas, candidatas a melhores de 2017, mas eu escolho outras: as do rosto fechado e humilhado do comandante dos Bombeiros Voluntários de Pedrógão Grande quando... Leia o resto →

Vieira da Silva? Tomara que não caia

Após duas horas e tal de esclarecimentos na Assembleia da República, na segunda-feira, Vieira da Silva e eu – já explicarei porquê – respirámos de alívio: a modéstia da intervenção do PSD e o exagero da interpelação do CDS permitiu-nos sair vivos de S. Bento. Mal refeitos do stress da tarde, caiu a noite com José Miguel Júdice a citar uma conversa com Santana Lopes para envolver Vieira da Silva num outro suposto caso – o da entrada da Santa Casa da Misericórdia no capital do Montepio, que Santana condicionara, com a... Leia o resto →

Regresso a terceiro mas o primeiro está cada vez mais longe

Boa jornada, estou de volta ao pódio, agora com 5 pontos de avanço sobre o quarto, e reduzi de 13 para 7 pontos a minha desvantagem para o segundo. O problema é o primeiro lugar, que vejo cada vez mais por um canudo…

Onze pontos que acabam com três ligas antes do Natal

Investimentos de centenas de milhões de euros, que transformaram qualquer ideia sobre o “fair play” financeiro numa treta, fizeram com que os campeonatos de Inglaterra e de França – e também da Alemanha, aí com maior contenção – ficassem praticamente resolvidos antes do Natal. Na Premier, vitórias sucessivas do Manchester City tornaram a competição bem menos interessante do que estávamos habituados: a 20 jornadas do fim, os 11 (!) pontos de vantagem da equipa de Guardiola sobre o Manchester United de Mourinho e os 14 sobre o atual campeão, o... Leia o resto →

Câmara de TV, um objeto cortante

Já com tantas relações político-familiares no Governo, havia necessidade que a nova secretária de Estado da Saúde fosse a mulher de um eurodeputado do PS? Não mandaria a prudência que a seguir à tomada de posse, em Belém, Rosa Zorrinho se moderasse nas manifestações de uma alegria mais própria de quem acabou de ganhar o Euromilhões? Quando se terá em conta que uma câmara de televisão é uma espécie de objeto cortante que pode dilacerar em segundos a imagem de uma pessoa? O que aconteceu com a ex-presidente da Raríssimas... Leia o resto →

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