A crítica só porque sim desgasta mais a oposição do que o Governo

O Governo não passa uma semana sem criar um caso estúpido como o da transferência do Infarmed para o Porto, uma decisão de que nem o Presidente da República foi avisado – ao menos em nome da colaboração institucional que tão útil tem sido a António Costa. Mas a oposição acha que cavalgar a asneira do momento não basta – na verdade, PSD e CDS travam um combate pela liderança do seu espaço político – e desgasta-se ou anula-se a criticar cada passo do Executivo, incluindo o que nada interessa ao eleitorado. Nessa... Leia o resto →

Os árbitros que sigam em frente ou que se dediquem à pesca

O amuo anunciado mas jamais seguido por atos dos senhores árbitros era só o que faltava na balbúrdia em que tombou o futebol português, perante a passividade de Federação, Liga e Governo, que não sabem o que fazer por um simples motivo: podem fazer pouca coisa. Os próprios clubes grandes, para os quais a luta é de milhões – e quase de vida ou morte para aqueles que alimentam –, há muito largaram a velha estratégia da influência na comunicação social e partiram para outro terreno. Dantes, com algum esforço... Leia o resto →

O drama da seca era ainda mais previsível que o dos incêndios

O ministro do Ambiente ainda não se lembrou de mudar a Águas de Portugal de Lisboa para o Porto, mas vive os seus dias de glória. João Matos Fernandes surge afanosamente nas televisões, garantindo o fornecimento, como se pudesse mandar chover, admitindo o racionamento e o aumento do preço, e acarinhando a inteligente ideia do transporte da água por comboio. Aliás, não falta gente na televisão a perorar sobre a seca, incluindo aquela ala radical de ecologistas – alguns com ar de pouco banho – que ajudou a travar o... Leia o resto →

Rigor só para os polícias

Numa rede social, alguém escreveu há dias: “A PSP manda parar um carro onde segue um casal. O condutor põe-se em fuga e atropela um agente. Como a viatura era idêntica à utilizada por um gang, fortemente armado, são disparados tiros pelos polícias. A ocupante do carro morre. Os agentes são constituídos arguidos. O condutor que tudo provocou, já referenciado por outros crimes, sai em liberdade com termo de identidade e residência. Sem comentários.” Recordo este post ao ver na TV uma reportagem em que se carrega na desproporção da... Leia o resto →

Jorge Jesus e Luisão: duas entrevistas marcantes

Os que têm juízo aforram o mais possível, sabendo que a inatividade é certa: nos jogadores, uma carreira normal acaba entre os 33 e os 35 anos, nos treinadores médios trabalha-se hoje mas amanhã não se sabe. É, assim, natural que os profissionais do futebol sejam uma espécie de gente estranha, geralmente desconfiada e fechada no seu casulo de incerteza permanente. Ainda que a internet e as redes sociais, que mudaram a vida de todos os dias – e as mulheres, as “esposas” de ontem, justiça se lhes faça! –,... Leia o resto →

Lei tão banana como alguns juízes

Está a tornar-se numa triste moda em Portugal a violência sobre polícias, consequência da brandura da lei que não contempla o severo agravamento das penas quando as vítimas são elementos da autoridade. Daí que aos vídeos de desacatos da noite ou de rixas nas escolas se juntem na TV imagens como aquelas em que se vê um agente a ser agredido, perante o desespero de uma colega – impedida de ir à luta por falta de arcaboiço, de preparação e de meios de dissuasão –, a indiferença de alguns cobardes... Leia o resto →

A DONA que abriu a porta da imprensa cor de rosa

Em 1990, se a memória não me trai, a TV Guia e a Nova Gente vendiam mais de 200 mil exemplares por edição. Uma tratava exclusivamente de televisão e a outra encontrara uma fórmula de êxito sui generis, entre temas de sociedade e a atualidade, com uma pitada de social. De tal modo, que o editor Jacques Rodrigues repetia o discurso a cada novo diretor que entrava – e era sempre a bombar: “Você aqui não mexe em nada, fecha isto todas as semanas tal e qual como está”. Sentindo... Leia o resto →

O que falta no futebol português é um gesto de grandeza

Tive de chegar ao final da entrevista de Rui Pedro Soares, na edição de Record de sábado, para encontrar a melhor frase do seu depoimento e uma das poucas em que o discurso me pareceu razoável: “Estamos a fanatizar uma geração!” Imediatamente antes, o diretor da SAD azul justificava a opinião com “o mal que está na ser feito ao futebol e o ódio que está a ser introduzido”, por culpa dos três “grandes”, diz, e da “guerra mediática” que promovem e que “prejudica” os outros 15 clubes da liga.... Leia o resto →

A bÁctéria indestrutível

Ninguém está livre da asneira: escreva-se ou fale-se, há sempre uma fresta por onde entra o erro. Nas televisões, porque a visibilidade é maior, a ignorância e a falta de rigor abundam. E ainda esta semana, um desses plumitivos transformados pela ordem caceteira em “diretores de comunicação” surgiu, com recorte doutoral, a utilizar um termo inexistente: a “catrefada”. Mas o mais preocupante é que já nem pivôs de telejornal escapam – há dias, um recuperou a celerada “rÚbrica” – e são mesmo eles, pela montra em que dão exemplo, quem... Leia o resto →

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