Desapareceu o pioneiro da glória olímpica

O nome de Manuel de Oliveira, desaparecido há dias, na véspera de completar 77 anos, já dizia pouco aos mais jovens e aos mais desmemoriados. Mas ele foi um atleta de eleição, não o primeiro fundista ou meio-fundista a alcançar êxitos internacionais – como vi escrito algures – mas o primeiro a andar perto da glória olímpica, ao chegar em 4.º lugar na final dos 3.000 metros com obstáculos, nos Jogos de Tóquio, no outono de 1964. Por essa altura, o futebol português andava nas nuvens, vivia-se ainda a euforia... Leia o resto →

A mais triste maneira de tratar Iker Casillas

Já aqui destaquei a extraordinária transformação que se deu na equipa do FC Porto desde que Sérgio Conceição assumiu o comando. Referi, também, a forte personalidade do treinador e a sua indiscutível capacidade de liderança. Mas isso não me leva a ficar calado perante a humilhação a que Sérgio, e a SAD portista por detrás dele, submetem Iker Casillas. Não vale a pena perder mais tempo a falar sobre a qualidade do guarda-redes, que dele fez – para além de todos os títulos que ganhou no Real Madrid –campeão da... Leia o resto →

O caminho que resta a António Costa para restaurar a confiança perdida

Os últimos dias não deixam margem para dúvidas: por longos meses, iremos ter reportagens diárias sobre o atraso na recuperação das áreas ardidas, com deputados da oposição a aproveitarem o maná e os canais de TV a seguir-lhes as pegadas, pelo menos até surgirem as cheias ou outras desgraças. O engodo é irresistível, pois por muito que se trabalhe no terreno descobrir-se-á sempre alguém que ainda espera, um recanto em cinzas onde a reconstrução não chegou. É só ir lá e montar o arraial. Se tiver a noção clara de... Leia o resto →

Não nos iludamos: as incompetências vão continuar a matar

A troca de acusações entre sacos da mesma farinha tornou-se pornográfica: a tragédia dos incêndios, com o seu cortejo de morte e destruição, faz com que, havendo poucos inocentes, os culpados se apontem uns aos outros para esconderem as misérias próprias. Cientistas e comentadores, estes divididos entre os relativamente sabedores e os totalmente ignorantes, apontam, para a desgraça, causas múltiplas que vão de teses profundas sobre desertificação à simples estupidez. É um penoso menu, que nada adiantará aos mortos e de pouco servirá aos vivos, que jamais disporão de todos... Leia o resto →

Três casos exemplares da situação a que chegou a justiça em Portugal

Não sou jurista, manifesto-me como simples observador. Dois marginais matam um homem com requintes de malvadez e são condenados a 17 anos de prisão. Que raio de atenuantes terá o juiz considerado para lhes subtrair oito anos à pena máxima? Por certo, motivos semelhantes aos que levaram outro juiz a suspender a pena a dois valentões que sovaram uma mulher. Nem entro pelo caminho da “justificação” da agressão. Bastava o facto de ela se ter processado – como se não houvesse já uma brutal desproporção de forças – com uma... Leia o resto →

O fax de Macau e o meu amigo João Tito de Morais

No dia em que foram conhecidas as acusações do Ministério Público a José Sócrates, recuei a 1990 para recordar o caso Emaudio ou do fax de Macau – durante anos o mais mediático acerto de contas da justiça com a classe política. Esse processo envolveu, entre outros, aquele que foi um dos meus melhores amigos de toda a vida: João Tito de Morais. Acusado de corrupção ativa, foi julgado e condenado, apesar de Carlos Melancia, ex-governador de Macau e alegado corrompido, ter acabado absolvido. Acompanhei de perto o drama do... Leia o resto →

Deu-se a Svilar o que se negou a Bruno Varela

Os especialistas estão divididos. Os mais ligados ao futebol torcem o nariz à prematura aposta de Rui Vitória no guarda-redes Svilar, lançado aos 18 anos e 52 dias num jogo da Champions com um resultado desportivo desastroso – e a perda de 1 ponto que pode vir a fazer falta ao Benfica para aceder à Liga Europa. Ou seja, as consequências do falhanço do jovem talento estão ainda por apurar. Os que se baseiam mais na psicologia defendem Svilar, e são, curiosamente, muitos dos que não mexeram uma palha para... Leia o resto →

Dois jornalistas, dois exemplos

Quando me iniciei no jornalismo, o repórter trazia a informação, sentava-se ao lado do redator e, do seu bloco de apontamentos, debitava os factos para a elaboração do texto. Como hoje, havia jornalistas que escreviam bem mas gostavam do rabinho sentado, e outros, menos aptos para o verbo, cujo faro pela notícia os tornava insubstituíveis – sem eles, não haveria jornais. A comunicação social mudou, entretanto. Mas não mudaram as qualidades inatas de um repórter. No último fim de semana, comovi-me ao ver em ação o Luís Oliveira – editor... Leia o resto →

Arquitetos ou amigos das primas?

Passaram as eleições, já dá para protestar. Em baixo, uma foto, minha, mostra como nas recentes obras do Saldanha, em Lisboa, alguém optou por não subir o lancil, nem colocar pilaretes, no passeio central da Avenida Praia da Vitória, o que fez com que os carros dos selvagens destruíssem as plantas e o sistema de rega. Na segunda foto, de Olga Borges, vemos como na Praça Prof. Santos Andreia, em Benfica, também na capital, o arranjo urbanístico não contou com a circulação de autocarros. Em ambos os casos, o trabalho... Leia o resto →

Um país que parece um hospício

Ao cabo de meses de pesadelo, o secretário de Estado dos Incêndios baqueou. O seu conselho para sermos proativos e não ficarmos à espera dos bombeiros – nós que pensávamos que podíamos dormir a sesta e deixar arder a casa à vontade… – é definitivo: o homem ensandeceu. É natural porque o país se transformou num hospício. As armas roubadas de Tancos apareceram, de repente e certamente por acaso, no meio do mato, poucos dias depois de Rui Rio garantir que o PSD nunca foi de direita – e de... Leia o resto →

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