Baptista Bastos: aqui até ao fim
Em 1976, a propósito de Fernando Oneto, escrevi no “Jornal Novo” uma nota sobre Baptista-Bastos. Passaram anos até o encontrar, de madrugada, a sair do Snob. Foram cinco minutos de conversa, depois ele despediu-se e dirigiu-se ao carro. Dez metros percorridos, voltou-se e disse: “Tu, há tempos, escreveste uma coisa muito gira sobre mim. Mal escrita, mas gira”. E deixou-me com cara de parvo. Foi este jornalista único, de uma velha guarda irrepetível, prosador admirável e homem frontal, que partiu terça-feira. Nas redes sociais, pântano de ódios e calúnias, choveram... Leia o resto →
