Crónicas da Sábado: obrigado, burocrata

Corria o final do ano da graça de 1967. Sentindo a nostalgia da participação em espectáculos na adolescência, resolvi corresponder ao que julgava ser o apelo de uma vocação definitiva e frequentar o antiquado curso de Teatro do Conservatório Nacional, em Lisboa – antiquado para a época, note-se. Como trabalhava na Emissora Nacional, outro baluarte do regime, não estranhei o velho edifício, no Bairro Alto, a secretaria, as fardas – de um triste cinzento-azulado – do pessoal então classificado de menor, ou a organização do serviço, que eram emanações perfeitas... Leia o resto →